terça-feira, 16 de junho de 2009

E LA está ela RIndo pra mim, Sempre presente, SAbendo ser minha...

Tenho uma amiga.
Uma amiga-irmã.
Irmã é pra toda vida. Ela é pra vida inteira.
Nossa história começa num círculo. Um círculo perfeito, ainda que feito de giz. O nosso jamais se apagará. A irmandade se fez pelas afinidades. Quantas coisas em comum! Experiências, gostos, cumplicidade. Não tenho irmã, mas tenho uma amiga-irmã. Que mora distante, mas vive tão perto... Que não falo com freqüência, mas ouço sua voz e seu sorriso ressoar nos meus ouvidos diariamente. Sim minha amiga, sim minha irmã te escuto todos os dias. Te vejo constante em meus pensamentos. E LA está ela RIndo pra mim, Sempre presente, SAbendo ser minha AMIGA-IRMÃ. LARALÁ, uma canção me faz lembrar... Não tenho irmã, mas tenho uma amiga-irmã. Que mora distante, mas vive tão perto... Rio sozinha, gargalho em segredo, lembrando de confidências, lembrando de nossos medos. Tudo igual, bem parecido. Histórias que se comungam. Amores, paixões, pavores, neuras... E é nessas lembranças que confirmo o nosso amor, a imortalidade de nossa amizade-irmandade. Não tenho irmã, mas tenho uma amiga-irmã. Que mora distante, mas vive tão perto...
Quero

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O amor invadiu o meu peito,
Porque ele tinha espaço...
E a porta estava aberta.
Agora está todo preenchido...
...por você...

terça-feira, 2 de junho de 2009


Gosto de ser leve, sentir a leveza no meu estilo.
Sou mãe, mulher e profissional.
Sou feliz.
Como mãe fico a vontade, meu estilo quem faz é meu filho.
Com ele viro criança, pra correr, deitar e rolar.
Sem medo de ser vulgar.
Como mulher sou sensual e quero provocar.
Sou inspirada pelo “outro” olhar.
Na profissão a discrição me acompanha.
Cores neutras no corpo, rosto e acessórios.
Meu estilo é assim.
Com diversas inspirações.
Cada momento, um jeito.
Cada companhia, uma forma.
Sou clean, sou teen.
Casual ou social.
Depende do astral.
Da ocasião.
Mas certamente no final,
Quem me inspira mesmo é a emoção.

Um Cheiro Assim

“Um cheiro assim...
Puro, fresco, gostoso...
O Beijo
O hálito
A respiração
Respiro então
Cheiro
Seus poros
Beijo
Seu corpo
Aspiro
Inspiro você
Fico ali
Por um tempo...
Parada
Presa
Sentindo
Desejando
Que ele permaneça
Fique
Impregne-se
Em mim
No ar
Em todo lugar
O teu cheiro...
Um cheiro assim...”
Marita Ventura (13/04/09)

GRÃOS DE AREIA - Marita Ventura

Coração apertado

Respiração presa. Tudo é melancolia. Tudo está desmoronado. Um castelo que se desfaz. Lentamente. Vagarosamente. Visivelmente. Cada grão de areia delicadamente ali depositado que se esvai, unindo-se e perdendo-se, entre outras tantas centenas de milhões espalhados.

Este é o ciclo. Primeiro o sonho, onde tudo começa, o desejo, a construção imagética do castelo ansiado. Depois o encontro, a definição, a certeza das partes, do começo, já estabelecido, do meio, que está por vir, e por vezes, do fim tão difícil.

Então a construção de fato, que dá forma, o “mãos à obra”, o carinho, o cuidado, a surpresa, a admiração, a confiança, o desafio, a excitação e a busca.

Depois o inusitado, um monte que se desmancha, não por completo, apenas um pedaço que se perde, mas que traz a dor, a decepção, o medo. Traz também a “volta por cima”, o esforço, a perseverança, uma nova tentativa. E o monte se refaz. Ou melhor, é refeito, reformado, consertado. Um pouco mais frágil, essa pequena parte fica necessitando de mais atenção, de maiores cuidados, está vulnerável a uma nova queda. E o castelo não pára, é sempre lapidado cada vez mais. Pequenas falhas que vão sendo corrigidas. Outras que são aceitas. Nunca está pronto. E as correções são cada vez mais numerosas. Quase sempre recorrentes.

Até que outra parte se desintegra. Desmorona. A muralha tão imprescindível, tão necessária, protetora da fortaleza, ela, a última que poderia um dia desfalecer, se rompe, se entrega. É inevitável. A sensação é triste, penosa, dolorida. A perda do construído que leva junto o amor, o respeito e a esperança.

E os montes de grãos que a formavam voltam a ser nada, a nada representar, a nada significar, a nada dizer, porque já não é mais. Volta a não ser. Sua imagem está desacreditada, deformada. Já fora por muitas vezes reorganizado, rediscutido, reconstruído. Mas seus alicerces continuavam frouxos, não se sustentava.

Agora nada mais serve. Deixou o castelo sem forças, condenado a desilusão, a descrença, a frieza. O fim tão repudiado, repelido, ele, que era tão difícil de ser aceito, mas que já vinha dando sinais de sua presença, certamente chegou mais cedo do que um dia, se é que pensamos nele, pudéssemos imaginar.

O sonho tão belo, eterno e terno fora, mais uma vez, ao chão.